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Das finalizações em segundos ao alto rendimento: Arthur Azevedo mira novo salto na carreira através do Turris Invitational

Arthur Azevedo entrou no Jiu-Jitsu aos 13 anos. Três meses depois, já estava competindo. Na estreia, durante o torneio BOP Games, no Mineirão, em Belo Horizonte, afirma ter finalizado todas as lutas em menos de 20 segundos.

A experiência ajudou a definir uma característica que segue presente em sua trajetória: a busca constante pela finalização. Hoje, aos 17 anos, Arthur representa a Gracie Barra Felipe Preguiça, treina sob orientação do multicampeão na faixa-preta Felipe Preguiça e constrói uma rotina voltada ao alto rendimento, alternando sessões com e sem kimono.

O próximo desafio será o GP do Turris Invitational, evento marcado para o dia 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro. A relação de Arthur com o Jiu-Jitsu começou de maneira curiosa. O interesse surgiu depois que passou a assistir a vídeos antigos de Vale-Tudo, período em que diferentes modalidades eram colocadas frente a frente.

O que mais chamou sua atenção foi a eficiência do Jiu-Jitsu. A curiosidade rapidamente virou compromisso. Desde os primeiros meses, Arthur Azevedo adotou uma frequência alta de treinos, chegando a três sessões por dia, mesmo antes de imaginar que poderia construir uma carreira no esporte.

A primeira competição serviu como um ponto de virada. Depois do desempenho no BOP Games, o jovem aumentou a presença nos campeonatos e passou a elevar gradualmente o nível dos eventos disputados.

Saiu de competições regionais para Opens oficiais e, na sequência, passou a buscar espaço em campeonatos nacionais e internacionais. A evolução também trouxe uma decisão importante: não se limitar a apenas uma vertente do Jiu-Jitsu.

Arthur Azevedo quer competir em alto nível tanto no Gi quanto no No-Gi: “Eu procuro me desenvolver nas duas. Quero chegar à elite mundial tanto de kimono quanto sem kimono.”

A rotina atual reflete esse objetivo. São dois treinos de Jiu-Jitsu e uma sessão de preparação física por dia, com alternância entre as duas modalidades. Ao mesmo tempo, Arthur ainda precisa conciliar o esporte com outras responsabilidades.

Ele cursa o último ano do ensino médio e também trabalha com o pai em uma loja de carnes assadas, além de realizar entregas de moto.

O suporte familiar é uma parte importante da construção da carreira. O pai também possui histórico nas artes marciais. Praticou Jiu-Jitsu e Karatê na época do Vale-Tudo e, segundo Arthur, chegou a disputar GPs com premiação em dinheiro.

Hoje, participa da trajetória do filho ajudando a viabilizar inscrições, viagens e preparação: “Mesmo enfrentando situações complicadas financeiramente, ele não mediu esforços para me ajudar.”

A mãe também entrou recentemente no Jiu-Jitsu e está próxima de receber a faixa-azul. Dentro do tatame, Arthur Azevedo tenta manter a mesma lógica que marcou seu começo competitivo: ritmo alto, iniciativa e busca pela finalização.

Os resultados enviados pelo atleta incluem participações em Brasileiro, Europeu, ADCC e outros eventos de maior nível. No Turris Invitational, Arthur chega com a preparação conduzida ao lado de Felipe Preguiça e com a expectativa de colocar à prova a evolução construída nos últimos anos.

A confiança existe. Ele acredita que pode brigar pelo título do GP, mas deixa claro que também quer apresentar um Jiu-Jitsu agressivo e dinâmico. Mais do que um resultado isolado, o evento representa uma nova etapa em uma trajetória que avançou rapidamente desde os primeiros meses.

Com a conclusão do ensino médio prevista para este ano, Arthur Azevedo espera abrir ainda mais espaço na rotina para treinar, estudar Jiu-Jitsu e investir no inglês pensando em uma carreira internacional. O objetivo é chegar à elite e viver exclusivamente do esporte.

Quatro anos depois de entrar em uma academia, Arthur Azevedo segue tentando transformar aquela primeira sequência de finalizações rápidas em algo maior: uma carreira entre os principais nomes da nova geração.

Deive Coutinho é fotógrafo especializado em artes marciais e encontrou sua verdadeira realização profissional registrando a intensidade e a paixão de atletas que lutam pelo sonho de alcançar reconhecimento mundial. Com olhar sensível e precisão técnica, tornou-se também videomaker nos principais campeonatos de jiu-jitsu, onde se destaca por captar o exato momento em que a luta se transforma em história — eternizando emoções que muitas vezes duram apenas segundos no tatame, mas permanecem para sempre em imagem e vídeo.

 

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Deive Coutinho é um fotógrafo e videomaker premiado no mundo das artes marciais especializado em jiu jitsu e mma. 

Faz um grande trabalho de divulgação e descoberta de novos talentos dos tatame.

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